Loureiro, verde loureiro

Loureiro, verde loureiro,
Loureiro de baga preta,
Na vida dos namorados
Sempre há-de haver quem se meta.

JLD/EB-VIII: 242

Hei-de subir ao loureiro
A colher uma vardasca
Para dar ao meu amor
Que anda a passear na praça.

JLD/EB-VIII: 246

Ó loureiro, ó loureiro,
ó loureiro ramalhudo,
Faça mal quem quiser
Que o loureiro paga tudo.

Rouxinol do bico preto,
Deixa a baga do loureiro,
Deixa dormir o menino,
Que está no sono primeiro.

JLD/ EB-IX: 213

Senhora da Confianças
Tem as portas de loureiro;
Podia-as ter de ouro,
Porque é rica, tem dinheiro.

JLD/ EB-IX: 221

O loureiro é pau preto,
as flores que dá são brancas.
Como te hei-de dar carinhos
Se as minhas penas são tantas?

JLD/ EB-X: 248

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Minha maçã vermelhinha

Minha maçã vermelhinha,
Navega, não vai ao fundo;
Inda que eu queira, nao posso
Tapar as bocas ao mundo.

Minha maçã vermelhinha,
Picada do rouxinol,
Se não fora picadinha,
Era linda como o Sol.

Minha maçã vermelhinha,
Que ma deu um caiador;
Há dois anos ja que a tenho,
Inda não perdeu a cor.

Minha maçã vermelhinha,
Que m’a deu um carpinteiro;
Há tês anos que a tenho,
Inda não perdeu o cheiro.
(Ponte do Lima.)I-140

Rouxinol das penas de ouro,

Rouxinol das penas de ouro,
Deixa a baga do loureiro;
Deixa dormir a menina
Que está no sono primeiro.

Rouxinol do bico negro, (preto)
Deixa a baga do loureiro,
Deixa dormir a menina,
Que está no sono primeiro.
(Beira Baixa.) I-47

Rouxinol da pena verde,
Deixa a baga do loureiro,
Deixa dormir o menino
Que está no sono primeiro.

Rouxinol da pena verde,
Não vás cantar ao loureiro,
Que acordas a menina
Que está no sono primeiro.
(Mangualde) I-47

Sai-te daí, reixinol,
Deixa a baga do loureiro,
Deixa dormi’ la menina
Que está no sono primeiro.
(Vilar do Senhor, Vila Nova da Telha.
c. da Maia.) I-47