Se a oliveira falasse

Se a oliveira falasse,
Ela diria o que viu,
Debaixo da sua rama
Dois amantes encobriu.

A oliveira cordevil
Deita azeite mais claro,
Alumia todo o ano
À Senhora do Rosário.

JLD/EB-VII: 248

Apanhemos a azeitona
Que tem o azeite dentro,
Que alumia toda a noite
O Santíssimo Sacramento.

JLD/EB-IX: 206

Oliveira pequenino
Que azeitona pode dar?
Um baguinho até dois
É o muito carregar.

JLD/EB-IX: 211

Oliveira pequenina
Não se vai acima dela.
Menina que fala a todos
Não se faz caso dela.

JLD/EB-IX: 216

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Atirei c’uma azeitona

Atirei c’uma azeitona
à janela do moigado:
Acertei na morgadia,
Ai de mim, que estou culpado!
(Entre Douro e Minho.)

Atirei c’uma azeitona
à menina da janela:
A azeitona caiu dentio;
A menina, quem ma dera!
(Beira.)

Atirei c’uma azeitona
À menina da varanda:
A azeitona caíu dentro,
A menina, já cá anda!
(Entre Douro e Minho.)

Oliveira pequenina

Oliveira pequenina
Que azeitona pode dar?
Dará uma ênté duas,
Qu’é p’rò dono arretalhar.
(Alcácer do Sal.) I-29

Oliveirinha pequenina
Que azeitona pode dar?
Uma cesta até duas
Já será muito carregar.
(Tolosa, c. de Nisa.) I-29

A oliveira quando nasce
Sempre trá-la flor alvinha;
Onde estás que eu te não vejo,
Ó minha feiticeirinha?
(Melgaço) II-13