No outro lado do rio

No outro lado do rio
‘Stão meninas a lavar;
Nada, nada, meu barquinho,
Quem me dera lá chegar.

No outro lado do rio
Tem meu pai um castanheiro:
Dá castanhas em Agosto,
Uvas brancas em Janeiro.

No outro lado do rio
Tem meu pai uma latada,
Que dá castanhas e nozes,
Aguardente refinada…
(Jolda, c. de Arcos de Valdevez.)

JLV/CPP-I:142