Atirei co’o limão verde

Atirei co’o limão verde,
À tua porta foi rodando:
Ele te foi avisar
De que eu te estava esperando.
(Alentejo.)

Atirei co’o limão verde,
À tua porta parou:
Quando o limão te quer bem,
Que fará quem o deitou!
(Alentejo.)

Atirei co’o limão verde,
A tua porta parou;
Quando o iimão tem amores,
Que fará quem nel’ pegou
(Entre Douro e Minho.)

Botei o limão a andar
A tua porta passou,
Diga o mundo o que disser,
Quero-te bem, acabou.
(Bagal, c. de Bragança.)

Deitei o limão correndo,
Da praça ao peloirinho;
Quanto mais o limão corre
Mais te quero, amorzinho.
(Mondim da Beira, c. de Tarouca, I877•)
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